Por aí fico a andar
Sob a inocência que me cabe
Com minhas perguntas intolerantes
E meus pensamentos de menino
O mundo grita comigo
Mas eu ainda não aprendi a ser assim
Me falaram que é por aqui
Mas eu não recebi instruções
O meu manual veio em branco
Desperdiço lágrimas por mim
E eu quero um pouco de paz
Minhas forças estão fracas
E na verdade o planeta parou de girar
Aos poucos percebo o quanto estou submetido a mim
Ninguém falou que seria difícil
Eu caí, levantei e me criei
Por aí fico a andar
Sob as perigosas incertezas que me cabe
Com minhas respostas intolerantes
E ainda, contudo, com meus pensamentos de menino
Rudson Dias.
